domingo, abril 25, 2010

Medidas Educacionais diminuem a violência no Mato Grosso


As escolas de Campo Grande (MS) conseguiram reduzir em 60% a violência, em apenas um ano, com aplicação de medidas consideradas polêmicas pelos alunos, mas aprovadas pelos pais. O dado é do promotor da Infância e Adolescência Sérgio Fernando Harfouche.


Para punir os estudantes indisciplinados, escolas das redes pública e particular fazem os alunos lavar banheiros, pratos e talheres, distribuir merenda e limpar o local onde estudam.


As atividades foram introduzidas em 52 estabelecimentos do ensino fundamental, que reúnem um total de 8 mil dirigentes e professores. As práticas, que entraram em vigor em maio do ano passado, são apontadas como responsáveis pela redução da violência escolar.


Segundo Harfouche, entre os principais problemas registrados com crianças e adolescentes de 11 a 14 anos estão desacato e agressão ao professor, ameaças e brigas. E há até casos de tentativa de homicídio. "Eles acabam cometendo uma série de infrações, contrariando o Artigo 129 do Código Penal. Se fossem adultos seriam condenados e presos", diz Harfouche.


Mas, como não são, afirma o promotor, a pena máxima é "ficar com o nome sujo na polícia, impune e passar pelas unidades de internação educacional do governo". "Nas escolas, no lugar de uma ocorrência policial contra o menor, nós damos trabalho."


No ano passado, S.P.G., de 12 anos, foi armado com uma faca caseira, do tipo peixeira, para a escola. "Eu queria matar um colega da minha classe, mas fui denunciado e me levaram para o juizado", conta o garoto. A mãe, A.A.P.G., de 38 anos, confirma a história, acrescentando que o filho "era terrível". 24 abr (1 dia atrás)

"Em três meses de atividades obrigatórias na escola, ele virou outra coisa - e coisa boa", comemora a mãe. E o garoto completa: "Eu trabalhei direitinho. Paguei muito mico na frente dos meus amigos. Era só gozação", admite.
O promotor da Infância e da Adolescência afirma que S.P.G. não foi o único a deixar a internação do juizado de menores. "Já conseguimos reunir o nome, endereço e todos os dados disponíveis de 178 menores que saíram desses locais no ano passado e estão estudando normalmente, principalmente em escolas da rede pública", conta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo




Querem punir ou educar?
Se for usado como punição, é uma afronta aos trabalhadores que cuidam da comida e da limpeza, desmerecendo suas funções.

Na verdade, a educação é corrigir a ação danosa produzida pelo autor do fato, quando possível. Se zoneou o banheiro, então vai limpar...blz!

Agora, se foi por briga... qual a consistência em lavar banheiro ou a louça? O q. ele vai estar aprendendo? NADA!

Um comentário:

Simples assim... disse...

Eu adorei isso, ele vai aprender ao menos a valorizar o trabalho, já q adolescente não pode ser condenado por seus atos, não pode trabalhar, não pode nada.... mas já tem plena consciencia do que faz! Eu to besta q isso tá sendo aceito por lá, se fosse aqui em SP, onde nem os "coitadinhos" dos presidiarios podem trabalhar, imaginem os alunos.... eu amei essa medida, e tá aí a prova q funciona, já é alguma coisa, aqui a "punição" é matar o professor.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...