sábado, maio 29, 2010

Copa do Mundo


queria só entender uma coisa: seleção ganhando ou perdendo, que diferença faz? vai ficar mais rico? vai ficar mais pobre?"...


O Futebol é diversão...Entretenimento. Quem gosta de assistir futebol tá pouco se cagando se vai ficar mais rico ou mais pobre. O futebol em si já é uma recompensa.O que importa é o prazer de assistir um evento grandioso que é a Copa do Mundo. Se o Brasil vencer Maravilha, mas se perder a Copa continua e vale a pena assistir outros grandes jogos. Não assisto futebol por que vou ficar mais rico ou mais pobre. Pra mim é lazer, diversão...

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Se a educação vai melhorar isso NUNCA pode depender da seleção brasileira. Um país sério (que não é o nosso caso) nunca vai usar uma vitória no futebol para encobrir corrupção ou distrair o povo dos verdadeiros problemas. Por outro lado sabemos que isso de fato acontece, mas a culpa não é do futebol. Cabe ao povo continuar sempre cobrando e fiscalizando o governo e não permitindo que copas e olimpíadas sirvam para nos distrair dos graves problemas sociais do país. Essa é uma tarefa difícil, pois em geral, os governos de todo o mundo usam conquistas esportivas para distrair o povo da política. Cabe ao povo fiscalizar. A tarefa é difícil, pois o testemunho da nossa recente história mostra como o governo militar usou o futebol para nos afastar da política.
Adoro Copa do Mundo, mas sempre lutarei por um Brasil melhor. Nisso não há contradição.
E quem não gosta de Futebol é melhor se trancar no quarto e tamponar os ouvidos. O país vai parar para se divertir. Se ganhar é carnaval. Se perder vai chorar. Querendo ou não é parte de nossa cultura. Eu torço pelo Brasil, mas curto mais o evento Copa do Mundo mais do que torcer. Vou assistir todos os jogos da Copa e receberei mis do que grana. O prazer de assistir um grande evento de futebol. Tomara que dê Brasil, mas acho que a Espanha vence.

domingo, maio 23, 2010

Cidade Violenta


A vida das pessoas vai valendo muito pouco pelas ruas da cidade. A perda dos valores elementares de sociabilidade constrói para nós um mundo de dor, solidão e abandono.

Esta semana, um menino foi morto porque brincava com um cavalo, e o dono achou que iria furtá-lo. Acabou-se a vida do menino por conta de uma brincadeira e uma estupidez. Para o pais, fica a dor abissal, a impotência e o sentimento de desamparo. A vida partida em dois.

Essas notícias me deixam na lona. Imediatamente, como todo pai, acho, penso nos meus filhos. E se fossem eles? Que cidade é essa? Que país é esse em que crio meus filhos?

No dia da tragédia, fui buscar o menor na escola e fomos almoçar numa padaria, antes de sua aula de música. Na TV, ouvimos a notícia. Ele parou de comer e arregalou os olhos, mas nada disse.

Ao lado, um trabalhador falou de boca cheia: “Quem mandou estar na rua? Outro dia um moleque tocou fogo num cavalo. Agora, os pais vêm chorar na TV!” E continuou a encher a boca de comida, embrutecido. Continuamos nosso almoço em silêncio.

O que terá acontecido a esse homem para possuir pensamento tão torto, desumano e insensível, pensei. Olhava de soslaio para ele, homem transformado em besta.

Lembrei-se do poeta Torquato Neto: “Se quiser saber a diferença entre um homem e um touro, coloque os dois na fila do matadouro. Aquele que gritar mais é o homem, mesmo que seja o touro”.

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