quarta-feira, janeiro 05, 2011

Achei essa crônica maravilhosa

A ÚLTIMA PROFESSORA / Carlos Eduardo Novaes
Estamos em 2989 e alguns cientistas, trabalhando nas ruínas de um sítio arqueológico (local outrora conhecido como Jacarepaguá) encontraram uma mandíbula de mulher. Levada a laboratório, descobriu-se que ela pertencia a uma professora. Não uma professora qualquer, mas provavelmente a última da espécie classificada como de 1º G

rau que viveu por volta de 2020 num antigo país chamado Brasil.

No final do séc. XXI, o Brasil que conhecemos tornou-se uma aglomerado de tribos independentes expressando-se nos mais diferentes idiomas. A descoberta do que ficou conhecido como a Professora de Jacarepaguá (uma versão mais moderna do Homem de Neanderthal) tornou possível encontrar as razões da dissolução do pais.

Buscando nos livros, os cientistas perceberam que houve uma época, entre o início do séc. XX e meados dos anos 50, em que professores desse extinto país ocupavam uma posição invejável na escala social. As famílias monogâmicas das classes médias e altas orgulhavam-se de poderem encaminhar suas filhas para a profissão. Casar com uma professora era a aspiração suprema de muitos homens. Elas eram olhadas com respeito, admiração e desfrutavam de um status semelhante aos dos militares. E salários ídem, reconhecidas na sua missão histórica de educar.

Não se sabe precisar a data, mas parece que foi no final dos anos 70 que o magistério começou a desabar na escala social. Por mais que quebrem a cabeça, nossos cientistas não conseguem entender as razões dessa queda vertiginosa. Não terá sido por falta de escolas, porque o país esforçava-se para entrar na modernidade e necessitava ampliar sua rede escolar. Não terá sido também por falta de quem educar porque esse atrasado país somava mais de 50 milhões de analfabetos e semiletrados no início dos ano 90. Muito menos pela possibilidade de substituir professoras por robôs, televisores e computadores. Por que então o magistério passou a ser tratado como os servos do antigo Egito? 30/09/10 Fatima - A Musa
A princípio suspeitou-se que esse povo atrasado e tropical tivesse uma caixa craniana inferior à das raças desenvolvidas. Mais tarde encontraram-se outras razões para o declínio do magistério: um complô contra a Educação, criado pela classe dominante (10% da população) que detinha mais de 50% da renda nacional. Não interessava a ela ver o saber democratizado ou seus privilégios estariam ameaçados. Os professores despencaram para os últimos lugares da tabela econômica, equiparando-se aos profissionais não especializados mais mal pagos desse país. Alguns, ganhando salário-mínimo, recebiam menos que os operários que ajudaram a levantar os Jardins Suspensos da Babilônia.

O resultado é que a partir do início do século XXI, o professorado tornou-se uma espécie em extinção. Documentos da época informam que quando uma jovem anunciava o desejo de ser professora a família a colocava de castigo. Era preferível ganhar a vida como chacrete em programa de auditório. Os cientistas pesquisaram o desaparecimento de outras atividades nesse país: funileiro, cocheiro, acendedor de lampiões. Ocorre que esses profissionais foram engolidos pelos avanços da civilização. No caso dos professores não há progresso nem tecnologia capaz de substituir sua presença. É a professora quem nos leva pela mão na travessia para as primeiras letras. É ela quem nos coloca no ponto de partida e com uma palmadinha no traseiro parece dizer:"Agora vai à luta".

Segundo os cientistas, os governos da época, preocupados com questões mais transcendentais, não perceberam a escassez de professores no mercado. Foi preciso que as escolas começassem a fechar e os donos das escolas particulares esperneassem desesperados, para o Governo tomar providências. Que providências? Importar professores, como fez com o álcool. No início dava-se preferência a Portugal e as ex-colônias. Mas eles também tinham suas crianças para educar, de modo que o Governo teve que recorrer ao Paraguai, Bolívia, Guianas. 30/09/10 Fatima - A Musa
Logo os países desenvolvidos, que já dominavam a cultura desse País, perceberam o alcance do negócio e trataram de enviar, gratuitamente, bandos de professores às escolas brasileiras.

O país tornou-se uma Babel. Em algumas regiões ensinava-se em japonês, em outras, em alemão ou inglês, ou italiano ou espanhol. Apenas uma única escola, em Jacarepaguá, uma professora resistia, ensinando os alunos em português. Sua morte tornou-se um marco na história da Educação nesse país. Foi enterrada com honras de herói nacional e o monumento ao "Professor Desconhecido", erguido no antigo Centro da Cidade, reproduz seu rosto na figura principal. Ao pé do monumento, os dizeres:

" À última professora brasileira, homenagem dos seus ex-alunos."
Foi a última frase que se escreveu nesse país em português.

( O DIA, 02/12/90)

terça-feira, janeiro 04, 2011

Muito bonita mesmo !!!!!

Quando começou a transmissão da cerimônia de posse da nova Presidente Dilma Rousseff, o Twitter se dividia entre os elogios à recém empossada e os xingamentos a Michel Temer e José Sarney, que dividiam a mesa.

Logo após a cerimônia no Congresso, na subida da rampa, começam as perguntas: Essa loira é a filha de Temer? Ou ainda as afirmações: essa filha de Michel

Temer é bonita.

Em alguns poucos minutos o mistério acabou, e coube à Presidente Dilma dizer: o vice-presidente Michel Temer, e sua Senhora, Marcela Temer.

Bastou isso para que a esposa de Michel Temer, Marcela, 27 anos, e 42 anos mais jovem que o vice-presidente, virasse febre no Twitter. Até as 9 horas da noite de ontem, Marcela estava em primeiro lugar nos Topic Trending mundial. Passou o dia por lá.

Deixou para trás Dilma e até mesmo Lula. Apenas no fim da noite começou a ser destronada por Michael Jackson, cujo filme foi exibido pela Globo. Mas mesmo assim ainda estava em segundo lugar.

Obviamente chama a atenção uma vice-primeira dama como Marcela. Mas ela não é propriamente uma novidade, pois até depoimento para o guia de Dilma gravou, falando da importância de escolher uma mulher para presidente (vídeo abaixo). São casados há 7 anos, e já tem um filho de 2 anos. Discreta e elegante, ficou ao lado de Michel Temer durante toda a cerimônia.

E para aqueles que acham que esse comportamento é típico de brasileiro, veja como Carla Bruni é tratada mundo afora.

E não é pela sua filiação ao Greenpeace.

Uma nova opção de canal de televisão

No dia 18 de maio de 2010,estreou um novo canal de tv a cabo.Este canal é o VIVA (36).Ele é fantástico,pois colocou no ar todas as novelas antigas da rede Globo,como POR AMOR,VALE TUDO e QUATRO POR QUATRO.Isso sim,eram novelas.Inocentes,divertidas e que conseguiam me prender diante da tela por 60 minutos.
É tão agradável ver a Regina Duarte e o Antonio Fagundes(tão novinhos) e bonitos na época.Que desempenho...E outros atores,alguns até já falecidos.Minhas tardes ficaram melhores diante da tv.

domingo, janeiro 02, 2011

Filme que eu assisto muitas vezes e gosto

Vencedor de quatro Oscar – Melhor Diretor (Clint Eastwood), Melhor Atriz (Hilary Swank), Melhor Ator Coadjuvante (Morgan Freeman) e Melhor Filme - Menina de ouro é um filme ao mesmo tempo emocionante, sensível e surpreendente.

O filme conta a história de Frankie Dunn, um treinador de boxe veterano que é dono de um ginásio de treinamento de boxe, em decadência. Quem também trabalha no ginásio é Scrap (interpretado por Morgan Freeman), um ex-lutador de boxe que depois de perder a visão de um olho em uma luta parou de lutar. Ele também é o narrador da história. Então aparece Maggie (Hilary Swank), uma aspirante a boxeadora, mas que precisa de apoio e treinamento para ter alguma chance. A história do filme gira em torno desses três personagens.

Frankie Dunn é um experiente treinador de boxe, que sofre com a dolorosa separação da filha. Frankie reluta em treinar Maggie Fitzgerald – uma mulher que deseja se transformar numa lutadora profissional – mas acaba concordando em treiná-la por sua enorme determinação. O que eles não sabem, é que em breve enfrentarão um desafio que exigirá mais coragem do que qualquer outro. Um desafio que mudará para sempre suas vidas. Dirigido por Clint Eastwood, Menina de Ouro é considerado por muitos seu melhor filme.

As histórias do mundo do boxe são retratadas com a nitidez das cenas duras. Elas mostram seus dramáticos personagens que vivem acertando contas com a dor das pancadas, o risco de morrer, a exploração dos empresários, os duros golpes do destino, como o desemprego, a marginalidade e a fome.

Em Menina de Ouro Clint faz talvez o seu melhor filme com o boxe como tema de fundo. Um drama muito forte e que tem como objetivo criar a emoção do público. Isso tudo de uma maneira muito verdadeira. A construção dos personagens e a atuação dos atores são muito boas.
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