quarta-feira, maio 18, 2011

Essa é a nossa realidade nua e crua


A professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel virou heroína da causa da classe, por melhores salários, nas redes sociais. Um vídeo no qual ela silencia os deputados do RN em audiência pública quando fala sobre a situação crítica da educação já tem mais de 54 mil visualizações no You Tube. Desde o começo da tarde desta quarta-feira (18) o nome "Amanda Gurgel" já está na lista brasileira dos Trending Topics, no Twitter.
Em seu depoimento, Amanda Gurgel acaba fazendo um resumo preciso sobre o quadro da educação no Brasil apresentando seu contracheque de R$ 930 reais. "Como as pessoas até agora, inclusive a secretária Bethania Ramalho, apresentaram números, e números são irrefutáveis, eu também vou fazê-lo. Apresento um número de três algarismos apenas, que é o do meu salário, de R$ 930".
A professora continua seu discurso dizendo que "os deputados deveriam estar todos constrangidos com a educação no estado do Rio Grande do Norte e no Brasil. Não aguentamos mais a fala de vocês pedindo para ter calma. Entra governo, sai governo, e nada muda. Precisamos que algo seja feito pelo estado e pelo Brasil. O que nós queremos agora é objetividade".

domingo, maio 15, 2011

mulher canta com voz de homem

Que nojo !

Chato de galocha

- Querido, você me acha bonita?
- Eu não diria bonita, pois se trata de um conceito adotado
pelas classes dominantes para classificar animais humanos dentro
de padrões de beleza culturalmente pré-estabelecidos.
- Isto que dizer que sou feia?
- Cosmeticamente diferente é o termo mais adequado.
- Mas, você ainda me ama?
- O amor é um sentimento inventado pela burguesia com intuito de
subjugar os indivíduos ao um único modo de pensar a sociedade,
tirando-lhes a razão e o senso crítico.
- E daí?
- Daí, que nutro por você um sentimento de co-participação em
interesses de ordem habitacional, econômica e sexual.
- O quê? Quer dizer que você só me quer como faxineira e
prostituta?
- Não se diz faxineira e, sim, higienizadora ambiental. E tratar
parceiras sexuais alugadas como prostitutas não é politicamente
correto.
- Você deve estar louco.
- Emocionalmente fora do padrão.
- Bem que me avisaram que você era um chato.
- Chato não, pessoa interessante de maneira diferente.
- Como fui cega...
- Desprovida de capacidade visual é mais correto.
- Não sei por que casei com você!
- Você não sabe porque se submeteu a uma prostituição oficializada.
- Idiota.
- Pessoa com idéia fixa.
- Pra mim chega! Vou procurar um amante que me queira.
- Você não precisa recorrer a este tipo de relacionamento com
padrão não convencional, nós ainda podemos partilhar de uma
co-existência saudável como duas pessoas com referências
diferenciadas da cultura dominante.
- Prefiro conviver com um lavador de carros a continuar com
você!
- Sua preferência em manter uma co-habitação de caráter afetivo
com um especialista em aparências de veículos, não te dá o direito
de comparar opções de meio de sobrevivência alternativo com o meu
comportamento que se diferencia dos dogmas do status-quo.
- Ah, por que você não pode ser uma pessoa normal?
- A normalidade é uma convenção imposta.
- Chega, não agüento mais! Quero te ver morto.
- O que você deseja é transformar-me num indivíduo metabolicamente
inviável.
Ela pega o revólver que está sobre o criado-mudo ou melhor: ela
pega o revólver que está sobre o auxiliar doméstico oralmente
prejudicado e atira no peito dele.
Ao vê-lo caído no chão, todo ensangüentado, ela o abraça
- Perdão, querido, eu sou uma burra!
- No último suspiro, ele a corrige:
- Pessoa com uma lógica muito particular.



Pérolas dos Estudantes de Comunicação

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