domingo, julho 03, 2011

Muito bem escrito pelo professor Rafael no Orkut

Dia 6 é Dia de Luto nas escolas municipais
A Assembléia Geral da Rede Municipal do dia 21 de junho, na ABI, decretou um dia de luto pelo ataque aos nossos direitos e à escola pública. Dia 6 é dia de luto nas escolas municipais.
A Prefeitura do Rio de Janeiro celebrou um acordo com o Banco Mundial, oferecendo a nossa aposentadoria como garantia. Em nome da Copa do Mundo e das Olimpíadas e da oportunidade de negócios que esses megaeventos representam para o empresariado que financia as candidaturas dos políticos que ocupam cargos no Executivo e no Legislativo nos âmbitos federal, estadual e municipal, promove-se o arrocho salarial dos servidores públicos e o saque à nossa previdência. O sagrado direito a uma velhice digna, conquistado com muita luta pelos trabalhadores, deve ser defendido por nós com todas as nossas forças. Não podemos deixar que a Prefeitura do Rio acabe com a integralidade do valor das aposentadorias e com a paridade entre ativos e aposentados. A última assembléia da categoria referendou a continuidade da nossa mobilização contra a reforma da previdência municipal, aprovou a realização de um seminário da categoria em agosto para discutir o tema, a retomada do nosso abaixo-assinado contra essa reforma, a distribuição das cartilhas produzidas para esclarecer sobre o PLC 41 e um novo boletim que discuta o novo projeto do prefeito – o PL 1005 ou o Plano de Capitalização do FUNPREVI – que deve ser votado junto com o PLC 41. A resolução de realização de uma paralisação da categoria no dia da votação do projeto de reforma previdenciária está mantida. Portanto, o governo pode ter certeza que não iremos permitir que retirem os nossos direitos. Se o projeto for à votação, a educação vai parar! Nesse dia 6 de junho, estaremos de luto, manifestando o nosso rechaço a essa medida. Diremos para os nossos colegas e para os nossos alunos que queremos que o prefeito tire as mãos da nossa aposentadoria!

Dentro das escolas municipais a privatização via empresas, ONG´s, institutos e fundações é explícita e se aprofunda e se amplia a cada dia. O controle sobre os funcionários e a perda da nossa autonomia completam este quadro de introdução da lógica empresarial nas escolas públicas. O ranqueamento das escolas, a meritocracia e o produtivismo, com a quebra da isonomia a partir de gratificações, no lugar de um plano de carreira que valorize o tempo de serviço e a formação dos profissionais, verdadeiro critério objetivo e justo para melhoria salarial, bem como progressão na carreira, devem ser rejeitados veementemente não só pelos profissionais de educação, mas por toda a sociedade. A escola que queremos não é a escola de índices fabricados e de metas impostas de fora. Queremos uma escola em que o analfabetismo, o analfabetismo funcional e a aprovação automática, mesmo que disfarçada, não sejam mais a regra. Por isso, precisamos da nossa liberdade enquanto docentes e de democracia no interior das escolas, porque é com a política autoritária da SME que esta privatização vem sendo implementada. Provas que não elaboramos são despejadas nas escolas para serem aplicadas e corrigidas, como se fôssemos meros tarefeiros. Para completar, a SME inventou uma prova de Produção de Texto que os professores, especialmente os de Língua Portuguesa, são obrigados a corrigir, segundo os critérios da secretaria, sem discussão. Uma medida totalmente formal, como diz o ditado: “para inglês ver”. Isto porque os alunos já passam com diversas deficiências, desde a educação infantil e o primeiro ciclo do ensino fundamental com o elevado número de alunos em sala, prejudicando o processo de alfabetização das crianças, filhas e filhos da classe trabalhadora e dos mais pobres, muitos moradores de comunidades carentes. Estamos de luto pelas nossas condições de trabalho no interior das escolas municipais e pela educação pública do Rio de Janeiro. A situação dos funcionários não é diferente. Faltam agentes educadores e multiplicam-se, com isso, os casos de violência e os problemas de organização e disciplina para o funcionamento das escolas enquanto verdadeiros estabelecimentos de ensino e não como enxerga a Prefeitura simples depósitos de crianças. As merendeiras são poucas, adoecem pelas péssimas condições de trabalho, a cozinha é terceirizada e as merendeiras aprovadas em concurso não são convocadas pela Prefeitura, mesmo com reiteradas determinações da Justiça. As agentes auxiliares de creche são superexploradas com a dupla função e desrespeitadas enquanto servidores sem um plano de carreira. Os agentes administrativos, assim como as demais categorias de funcionários, são obrigados a cumprir 40 horas, sem que o prefeito e a secretária de educação sequer recebam e considerem a nossa reivindicação histórica de 30 horas semanais para funcionários. Por isso, estamos todos nós, profissionais de educação da rede municipal, de luto! A escola que queremos e que a sociedade necessita requer investimentos. A Prefeitura do Rio tem que investir imediatamente o mínimo constitucional de 25% do total da arrecadação de impostos do Município. Além disso, é preciso que o crescimento na receita, com um aumento de 30,78% da arrecadação municipal, se reflita num aumento nos investimentos na área social, em especial na educação, estratégica para qualquer povo e país soberano e um direito de todos e dever do Estado, segundo a Constituição Federal. Aproveitamos para exigir também do governo federal mais verbas para a educação. A reivindicação histórica de educadores, estudantes e movimentos sociais de 10% do PIB para a educação é mais do que justa, quando constatamos que uma parcela significativa do nosso PIB e do orçamento do governo federal vai para o pagamento das dívidas interna e externa, enchendo os bolsos dos banqueiros ao invés de encher as cidades de escolas e as escolas de profissionais, estudantes, materiais didáticos e tudo mais que for necessário para que se pague a dívida social dos governos com o povo brasileiro: o analfabetismo, o desemprego e o acesso restrito aos bens culturais existentes. Desse modo, expressamos nosso luto com roupas, faixas e fitas pretas, enquanto a educação pública é enterrada por projetos privados, violência, péssimas condições de trabalho e baixos salários!
A escola pública é uma conquista da sociedade brasileira. Vamos defendê-la!

As conjunções fazem parte da nossa vida

Estive pensando como as conjunções regem a nossa vida.Usamos sempre o se,quando,caso que,mas,porém,contudo,todavia,no entanto,como etc.Enfim,quase todas conjunçoes coordenadas condicionais,temporais,concessivas,adversativas,conformativas no nosso discurso diário.Percebi que,os problemas cotidianos se resumem nelas e implicam em soluções que talvez não venham acontecer.Na verdade,elas implicam dúvidas.Como estou filosofando hoje...No entanto,falamos sempre : "Se me devolverem o dinheiro"...por exemplo."Gosto dela,mas..." .As assertivas sempre implicam condição,adversidade,concessões,conformações que,geralmente dependem do "outro".Aí é que mora o perigo - o outro ! Nós,com certeza viveríamos melhor sem essas conjunções,pois elas atrapalham bastante qualquer tipo de ação.Eu,pessoalmente,adoro certezas e não condições.Minha objetividade nega situações dúbias.Deixemos as conjunções pra sintaxe.
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