quinta-feira, abril 17, 2014

Magnífico

As 40 horas de Cláudia Costin na sua despedida Muitos de nós, profissionais da educação dessa cidade, dedicamos grande parte de nossas energias na construção de uma educação de qualidade para o povo carioca. Além de nossa atuação nas escolas e CREs, construímos ideias que poderiam vir ao encontro de tal desejo. A adoção de uma carga horária de 40 horas com dedicação exclusiva parecia, e ainda parece, para muitos uma ótima alternativa nesse caminho. Acreditávamos que teríamos melhores condições de trabalho lecionando em apenas uma escola, sem o entra e sai e as idas e vindas de uma escola para outra. Entendíamos que nos dedicaríamos apenas a uma escola e poderíamos criar laços mais estreitos e até definitivos com nossas unidades. Nos nossos desejos estavam presentes questões como melhor entrosamento das equipes pedagógicas, mais tempo de planejamento, identidade, pertencimento, carreira, etc. Ao anunciar a adoção do regime de 40 horas para as futuras contratações, Cláudia Costin parecia de início atender a uma reivindicação latente, não formalizada, de possibilitar por em prática, ou mesmo tentar, essas ideias de uma escola melhor. Passado todo um mandato e mais a metade de um outro, o que Cláudia Costin implanta foi uma desestruturação das equipes com a colocação à disposição das CREs de diversos professores de 16 h e 22,5 h, muitos há décadas em suas unidades, desrespeitando suas histórias, identidade e carreira, que deveriam ceder seus lugares para um projeto de escola que não enxerga e nem valoriza questões tão óbvias para qualquer educador. Por outro lado, vemos colegas Professor I de 40 h tendo de cumprir carga horária em duas e até três unidades diferentes. Cláudia Costin criou professores itinerantes de 40 horas, sem identidade, sem origem, fluidos, simples peças de um jogo de tabuleiro. Colocou mais da metade do professorado em condição de extinção ou dispensáveis. Cláudia Costin, mais uma burocrata dos infernos a atazanar a educação, trata de forma cartesiana questões fundamentais para a educação, como quem estivesse abrindo uma lata de sardinha. Por isso, ao anunciar sua saída do cargo, gostaria de desejar a essa senhora uma boa jornada em Nova Iorque. Aqueles que amam a educação e a valorizam, porque a entendem como uma grande conquista e possibilidade de ascensão social para os trabalhadores agradecem. Vá com Deus e as pulgas. Para aqueles que aqui permanecem e que defenderam e defendem com ardor sua administração, alguns simples bajuladores, meus pêsames. Sobre a nova secretária municipal de educação, não dá para esperar grande coisa. Terá de administrar os contratos já firmados por Cláudia Costin, alguns vão até o final de 2015. É isso aí. Helena dada não se Bomeny os dentes! Carlos Azevedo Professor de História licenciado da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, abril 15, 2014

Não há vilões na educação, há falta de projeto. Enquanto isso... O professor levanta cedo, sai de casa com o café da manhã sendo digerido rapidamente. Caminha dez minutos a pé até um ponto de ônibus. Espera cinco minutos apenas, afinal, um país está saindo de casa naquela hora. O professor consegue entrar no ônibus. Agradece numa breve oração o fato de ser bem magro e poder caber, com pouco desconforto, entre duas senhoras obesas, o ferro do banco do ônibus e as alças de apoio, que lhe batiam no rosto. Todo apoio é necessário para aquele momento em que o motorista resolve frear bruscamente e você cai. Você e todas as outras “peças” de dominó chamadas de pessoas. A viagem poderia ser mais agradável se o ano todo não chovesse, não fizesse frio, não fizesse calor de deserto. Porque em qualquer uma dessas situações, as janelas são fechadas (respire-se num ambiente desses!), ou são abertas, mas aí são fechadas de novo porque chove. Mas faz calor, então ficamos de janelas fechadas, no calor, porque está chovendo, e a água entra no ônibus porque nenhum gênio da arquitetura automotiva pensou num jeito de evitar que se precise fechar janelas quando chove. Será que é tão difícil inventar um guarda-chuva de ônibus? O professor, vinte ou trinta minutos depois, chega a uma estação de metrô. Desce do ônibus, entra na estação, pega o metrô. Faz três baldeações e em trinta e dois minutos chega ao seu destino. Ou melhor, quase. Caminha mais dez minutos no meio do barulho de sempre, dos mendigos de sempre, das crianças de rua de sempre, atravessa uma avenida e finalmente chega a escola onda dará suas aulas. Como sempre, chegou na hora certa. Hora de cumprimentar os colegas, tomar um café mal feito, pegar giz, vestir avental e subir para a sala. Missão daquele dia: convencer 40 alunos a ler e a ter prazer lendo Machado de Assis. Antes de explicar as virtudes do “Conto de Escola”, de Machado de Assis, um aluno já levanta a mão e pergunta: – O que vai ter na merenda hoje, professor? Uma aluna aproveita a deixa e pergunta se pode ir ao banheiro. Outros três querem ir também. O professor já havia perdido dez minutos da aula anotando coisas no diário de classe e fazendo a chamada dos alunos. Perdeu mais cinco com as perguntas. Agora faltam vinte e cinco para o fim da aula. O professor suspira. O dia está só no começo.

domingo, abril 13, 2014

Estamos vivendo dias de muitas doenças psicossomáticas,agravadas por estresse ,mentes doentes em corpos sãos.Sabe como ocorre? Andamos calçados pra proteger os pés... Escovamos os dentes pra prevenir a cárie... Usamos agasalhos pra nos proteger do frio... Óculos escuros para proteger os olhos dos raios solares... Porém não treinamos a proteção de nossas mentes...que minam consequentemente nossas emoções e sentimentos diante de um ataque... Logo o corpo começa a sentir uma tensão muscular que provoca dor em qualquer lugar que for. Temos que aprender a nos defender ,nos tornando imune às palavras mal ditas ou malditas mesmo que as vezes são direcionadas a nós. Não somos o que uma pessoa pensa ou nos rotula,somos o que somos ,nossa visão de nós mesmos não pode ser alterada de uma hora pra outra por algo que ouvimos de terceiros. Não deixe que uma água podre estacione em sua mente ,apodreça seus pensamentos ,e mude seu humor .Deixe-a passar! Limpe sua mente! Respire fundo e esqueçaaaa!
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